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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As delícias de ser um Cisne Negro.


Depois de ficar estarrecido com a interpretação da Natalie Portman me pus a pensar sobre a filosofia por trás do Cisne Negro, e concluí que:


- Não sou o protagonista dessa e de várias histórias, mas o quadjuvante, essencial para o Gran Finale;
Sim! Sou um Cisne negro;Mas não a Natalie Portman que se transforma no mesmo, Sou a amiga dela (Mila Kunis) responsável por toda a transformação.

Gostaria de ser o Cisne Branco, mas acho que só no íntimo, lá no fundo mesmo, por que exteriormente não consigo capturar nada que o Cisne Branco possa oferecer.

- Sou o amigo que te leva para as baladas mais punks que existem. "desde Mary in Hell, à festas particulares em cidades isoladas"
- que te influencia a trepar no banheiro das boates com caras desconhecidos (afinal, você não vai vê-lo nunca mais mesmo.)
- o uso de brinquedinhos ilícitos também fazem parte do meu cartel de surpresas.
- com apenas uma semana de convivência comigo, você já está falando, vai tomar no cu, brigado tchau e mais uma série de palavrões misturados à uma sinceridade descomunal.
- Consigo retirar qualquer resquício de "bondade gratuita" e apatia que você possa ter.

Entre outras muitas estratégias de sobrevivência, ser Cisne Negro, acima de tudo é ligar um fodas pra qualquer pensamento estrutura-politicamente correto que alguém possa ter acerca da minha conduta moral.
E ter em mente, que Diversão nunca é demais.




Esse post é dedicado à Cisnes Brancos, que com uma ajudinha extra, hoje além de Cisnes Negros são acima de tudo Pessoas mais divertidas e autônomas (no que diz respeito à sexualidade e autosuficiência) Rs!
Para: Iza, Joanna, Lays, Sheila, Lucas, Michelle, Lívia, Dany, Bruno.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Espelho, espelho meu...


Através de uma grande amiga, fui convidado a fazer um curso de Tanatopraxia, (Não sabe o que é? Pesquisa no Google).


Antes de confirmar a inscrição, tem-se que fazer uma visita para ver se realmente você vai querer fazer o curso.

Eu: Bermudão, chinelo, boné, camisa preta.
Troca de roupa: Calça branca, bota branca, avental, toca, luva e aquela coisa que se coloca na boca pra tampar e evitar pegar germes e afins.

Entro na sala.

Um corpo, de uma mulher, mais ou menos uns 48 anos, o tanatopraxista já havia cortado da garganta ao púbis.

separa os lados, uma coisa amarela Mostarda, nas bordas.

O que é isso? Pergunto eu.

Gordura, responde.

vai-se tirando orgão por orgão, uma sanguera enorme, só o intestino pelo que me disse consegue dar uma volta completa numa quadra de tênis; pulmão, rins, baço (como ele disse, não serve pra nada, só pra introduzir a gordura no corpo), coração (Juro que esperava mais), retira tudo, corta os pedaços ao meio; o coração então divide-se em três partes, limpa a gordura dos orgãos, como faz com o frango, depois de tudo retirado e já com o sangue trocado por uma substância a base de formol, deixa o corpo vazio, joga uma mangueira dentro com água e depois seca com um pano, enrrola todos os orgãos no algodão e coloca pra dentro de novo.

Em quanto isso, como o corpo teria que viajar pra ser velado em outra cidade, era essencial retirar o cérebro, corta o couro cabeludo e puxa ele todo pra frente até tocar o nariz, o crânio fica a mostra, serra e retira o cérebro com a mão, não tem tanto sangue quanto nos filmes de terror.

Observei tudo atento, na hora de colocar um dos orgãos dentro do corpo, um pedaço do coração caiu no chão, não consegui e ri na verdade gargalhei, o ajudante do tanatopraxista ficou sem graça, tão roxo quanto a mulher ali deitada., depois de tudo costurado, lasca algodão no nariz, com uma delicadeza impressionante, quase quebrou o nariz da mulher, mas que diferença iria fazer?
lava todo o corpo com mangueira e manda pra outra sala no qual irá vesti-la e ordenala.

Conclusão: Achei que seria pior, o que mais me chocou foi quando cortaram a língua dela, enrrolaram no algodão e colocaram junto com outros orgãos dentro da barriga.
fora isso, observei atentamente e fiz muitas perguntas.

lembrei de algumas pessoas que já passaram pela minha vida, uma necessidade de status, e vaidade inacrerditáveis; lembrei de mim, olhando-me no espelho e sorrindo por ter desprezado alguns centenas de caras feios que já chegaram em mim em boate.

Fui no MaCdonalds com essa amiga comer Big Tasty e olhando pra mostarda, lembrei da gordura da mulher, observando as pessoas na rua, vi mulheres extremamente arrumadas, homens sarados e bichas incansávelmente carudas.

Ri, ri muito.

Porque no final, não existe espelho, não existe dinheiro e muito menos beleza que te impedirá de ser aberto, arrancado suas entranhas, ter o cérebro e a língua colocados na barriga e vez ou outra parte do seu coração caído no chão e alguma platéia rindo de você.

É pessoal, a vida é essa mesma, todos nós vamos pra mesa gelada do tanatopraxista e seremos dessecados com a mesma delicadeza que vi.

Ou você arranca seu baço enquanto vivo e evita que seu corpo retenha esse mundo de gordura e principalmente que metade de você seja amarelo mostarda por dentro.

Ou você manda todo mundo pra puta que pariu e aproveita a vida com todos os prazeres, big tastys e mais percepção quanto à pessoa em si, do que à beleza;
visando que no final, somos todos um pedaço de carne em cima de uma mesa cinza e fria.

ps: Não vou fazer o curso, não por medo ou nada disso, é por que resolvi investir a grana num Mestrado, mas acho que todas as pessoa no mundo um dia deveriam ter essa experiência.