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quinta-feira, 8 de julho de 2010

O CASO


Vou contar essa história não porque ela seja original, ou surpreendente, não que tenha algum suspense ou final inesperado; vou contá-la mesmo sendo comum, vulgar, rotineira e sem surpresas. Vou contá-la somente porque aconteceu comigo e provavelmente com todos vocês.


Homem & Mulher/Homem & Homem/ Mulher & Mulher. Descobriram-se, aprovaram-se depois de se provarem refinada e demoradamente.


Confidentes, confiantes, companheiros.


*Naquele tempo foram Amigos.


Macho & Fêmea/ Macho & Macho/ Fêmea & Fêmea, com brincadeiras maliciosas, arriscaram a ternura dos primeiros carinhos. Será Hoje? Por que não?


Desejo, descobertas, despidos, desenfreados, despudorados.


*Naquele tempo foram Amantes.


Unha e carne, saíam sozinhos, faziam planos, andavam rindo pelas ruas, dormiam tarde, acordavam abraçados.


Possuidos, Possessivos, pervertidos.


*Naquele tempo foram Apaixonados.


Cama e mesa, desfaziam aos poucos os projetos, tentavam manter o ponto, mudar o outro, vencer a fase, a discussão. Não tiveram a mesma casa, não fizeram aquela viajem, nunca perdoaram o aparentemente desculpado.


Separação, segredos, sozinhos, sofridos.


*Naquele tempo foram Namorados.


Cão e gato, negaram as possibilidades, fecharam as portas, abandonaram as tentativas, acusaram erros, abriram as feridas, calaram as propostas.


Escuro, estreitos, esquerdo, estúpidos.


*Naquele tempo foram Separados.


Homem & Mulher/ Homem & Homem/ Mulher & Mulher. Foram levando suas vidas, as mágoas, recuperando forças e os interesses, descobrindo e provando outros Homens e outras Mulheres.


Remendados, refeitos, remoídos.


*Nestes tempos, são meros Conhecidos.

domingo, 13 de junho de 2010

Domingo


A manhã de Domingo começa com aquele bocejo que não acaba, que se estica pelo dia.

De pau duro, nós homens agradamos à nossa mente que inquieta com uma ereção sem sentido, corpo, reação? Se lá.

punheta matinal! U.u

Ainda cedo, há o silêncio da casa, da rua, da cidade, o silêncio da gente.

E é tão difícil rersolver como será o almoço, se com algúem, se num restaurante lotado e demorado e barulhento, se em casa, precário ou almoço nenhum.

Uma fruta.

Depois a tarde infinita, cheia de cíúmes dos sorvetes das esquinas, das motos descabeladas; cheia de lembrança da avó ha muito morta ou da tarde de adolescente regada a álcool e conversas soltas sobre sexo e Spice Girls, quando se ardia de sol e da festa da véspera. Ainda mais tarde o tédio vai recrudescendo, vem um aperto pouco original no peito e um pouco de ceticismo.

Aos domingos não se acredita mais que em seguida venha uma segunda-feira sem ranço de Domingo.

Vem o medo de que a vida vire um eterno feriado pegajoso e lento, um não-sei-o-que-vou-fazer-agora-pra-sempre, um ser só hermético, sem nem mesmo a possibilidade das conversas leves de solitário com solitário.

Mete medo mesmo.

E todo domingo ainda por cima tem Faustão, Fantástico, e ainda por cima noite; e a noite dorme-se.

Jamais é lembrado nenhum sonho que se tenha sonhado na noite de Domingo.

Aos domingos não se sonha.

sábado, 29 de maio de 2010

Beber ou não Beber!




Tudo bem que vivemos no mundo da Aids, e das doenças sexualmente transmissíveis. Mas por um momento, um minuto se quer vamos esquecer o mundo que vivemos e fantasiar o tempo de umas 6 décadas atrás.

Em que o sexo poderia ser sentido por pele, a Luxúria era um mero complemento de uma boêmia que não existe mais e que os Libertinos caminhavam com suas concepções de um Iluminismo retardatário.

Pois bem! Vamos ao que interessa.

O gozo seja do macho ou da fêmea sempre foi ou quase sempre foi uma característica de um prazer absoluto, ou quase sempre.

Bem, quanto ao gozo da fêmea eu não tenho muito o que argumentar, mas quanto ao gozo do macho? U.u.................. esse sim.

Então é a esse específico que vou me ater.

Não sei se minha mãe gozou no momento em que euzinho fui expulso do saco escrotal do meu pai mas com certeza o meu pai; se não foi uma explosão orgástica, com certeza foi um gozo meia boca. Mas o que interessa é que foi. Ele gozou!

O homem por natureza tem o grande privilégio de gozar e com o mesmo, sentir prazer seja ele na masturbação, no sexo oral ou na fodeção mesmo.

O esperma, ou a porra (pra não ficar tão didático) é um símbolo desse nosso poder, dessa nossa virilidade (mesmo que seja só imaginária), seria um desperdício então "desperdiça-lo". Estou certo?

Quando essa felicidade ocorre na nossa boca, o que temos que fazer é mostrar o quando estamos felizes e agradecidos por pelo menos um de nós ter tido o prazer alcançado.
Cuspir! ou até mesmo deixar escorrer está completamente fora de cogitação. (?#.¨¨!?$)
Visando que algo que é produzido especialmente para você e que se desenvolve e se consome enquanto à elixir carnal seria no mínimo estranho ignorar e descartar.

Mas vamos lá, outra questão; muita gente fala coisas como: - Credo tem gosto de água sanitária (bem, eu nunca tomei água sanitária, mas que o cheiro é igual isso é.) ou - Nossa é azedo! (e dái, a gente tem os cinco paladares justamente pra isso, para usá-los, e quem disse que só o doce que é o essencial ou a concepção de delicia?)

Tudo bem! antes de pedirem para seus respectivos parceiros engolirem sua porra, certifique-se que sua alimentação esta absolutamente bem regulada e equilibrada, porque se vocês não sabem até o gosto da porra é baseado na porra de alimentação que você coloca goela abaixo.

Agora se você tiver certeza do parceiro que tem do lado, e segurança quanto à dignidade fiel dele, e principalmente à alimentação...

Se for doce! que mal tem?

domingo, 4 de abril de 2010

Casamento?


Liberdade!

Indepêndencia!

Autonomia!

Auto-suficiência!

Paixão!


Todas essas palavras me definem muito bem e igualmente todas essas palavras são antônimos de Casamento!


O que une duas pessoas, é um sentimento que se chama paixão, fugacidade, vivacidade, sedução.


O casamento serve pra quê?


- Enquadramento social?, alienação em massa; fidelidade? ou uma forma legal de pegar metade do que o seu parceiro possui?


Pois bem, CASAMENTO, me assusta, tenho um relacionamento estável, fixo, sou fiel, sou leal acima de tudo, tenho uma rotina bacana, simples, nada extravagante, nada anormal do que seria uma rotina de um casamento.


O que mudaria?


Uma aliança dourada no dedo? Pra quê?


O casamento impõe limites, homogeniza.


Sou heterogêneo, gosto de ser eu, gosto de ter minhas opiniões, gosto de fazer o que eu quero, gosto de ficar sozinho....


O casamento elimina isso de mim, retira minha individualidade.


OK! vamos casar?


Eu na minha casa, e vc baby, na sua.


Hoje vamos durmir onde? vamos almoçar onde, vamos trepar onde, na minha casa ou na sua?


quero durmir sozinho!

quero bater minha punheta...(não que eu tenha me cansado do seu corpo, do seu cheiro, da sua pele, do seu gozo... (U.u....jamais me cansaria), mas é que sou de carne lindo! sou um cara que sente desejo em outros caras, e SIM! preciso me masturbar e algumas vezes não pensar em você exclusivamente me comendo... Mesmo que seja só nas minhas fantasia...U.u...da-lhe fantasias...


quero pintar tomando Martini com cereja, beber a noite escutando sozinho Fiona Apple, preciso Criar, meus jogos, meus quadros, meus Meus!


Não é com você; é comigo!


Essa incessânte necessidade de individualismo (e retifico; quem não sabe o verdadeiro significado do que é individualismo, que, por favor pare de ler agora) me faz te amar, como você é, com suas manias, com seus hábitos, com seu sorriso...


E creio que o que te faz me amar, é justamente o fato de eu ser livre, ser eu, não te prender e exigir que não me prenda....


não gosto de me sentir consumido, sugado; gosto de saber que ir e vir é uma dádiva que não perderei jamais....


Casamento?


O que eu sinto, é o suficiente, e se realmente queremos um "Viveram felizes para sempre"


Cada um no seu castelo encantado e vez ou outra...


Suba no meu cavalo branco que te boto pra durmir do meu ladinho.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Arte de Boquetear!


E quem disse que pra chupar um pau, não precisa de escola?


um pau, não é um chicletes, não é um chup-chup, não é uma maria mole, em que se mastiga, mastiga, mastiga.


Porra! Um pau, é um pau.


Alguns mais bonitos que outros, Verdade seja dita.

Eu particularmente prefiro os médios, grossos (Porque, não é questão de ser relaxado ou não, mas pau fino, samba dentro da gente), os inclinados um pouco pra algum lado e inevitavelmente tem que ter a cabeça rosa... Pau de cabeça roxa, é horrível (por mais que eu goste de roxo, não dá).

Depois de falarmos da anatomia do pau, vamos ao que interessa.


A sucção!.


não é enfiar um pau na boca e começar a chupar como se tivesse chupando uva, exige-se uma certa atenção, ao orifício, em torno da glande, um trabalho de língua, nada mais, prepara a garganta, e (Como diz meu amigo, yghorzinho Boca Doce - Rs!) tem que engolir tudo, como quando se engole a melhor comida do mundo. Aos poucos vai voltando com a glande pra boca e assim sucessivamente.


Eu particularmente, tenho o dom, e meu namorado nunca reclama pelo contrário, por ele passaria o dia, chupando.


Adoro ser chupado também, mas nada que use os dentes, isso me assusta.

Muita gente acha que um pinto é uma maçã ou um churrasco, tem bocas que parecem Rotor-Rutters gigantes, mas com uma diferença, dentes afiados como das enquias malvadas da pequena sereia.


saindo do pau, e indo direto para um nível mais baixo da conversa; As bolas!

Se você não sabe chupar uma bola, nem tente, a dor é imensa e as pessoas acham que quando vc se contorce de dor, é porque no fundo está sentindo prazer. Mentira é Dor mesmo.

tem gente que brinca, como se nunca tivesse tido um mordedor na vida e fica passando suas bolas na boca prum lado e pro outro incessantemente. Meu Querido! isso não é amendoim.


descendo mais um pouquinho, vamos falar do que nunca é falado e sempre foi um tabu.

O cunete! (palavrinha feia né?) Mas enfim, o que importa é que é muito bom.


Todos temos cu, e por isso isso serve pra todos, não adianta ficar babando um cu, passando a lingua pra lá e pra cá, com a velocidade da lingua de uma cobra; Repito! Isso não adianta.

É algo mais delicado, que intercala entre boas linguadas no cu desde a virilha até a parte entre saco e cu, mordidinhas leves no bumbum e delicadas passadas de mão.


Enfim! O boquete é pra todos, e viva o boquete, agora se você nunca ficou brincando com gelo na boca, quando era criança, se sua mamãe nunca te ensinou isso, ou se você nunca teve um amigo gay, ou uma amiga daquelas bem putas que dão pra todo mundo na época de escola, ou pior se você não aprendeu que a língua é um musculo e por isso, ela tem movimentos próprios. Esqueça.


O boquete é uma arte, e isso não é pra você.
E como dizem; entre homens e macacos, estamos todos no mesmo barco.
ps: Esse é um artigo, de humor negro, escrito para uma revista da faculdade sobre O sexo dos homens e dos macacos no séc XXI.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nenezinhos de fraudinha da mônica


E quem dfiria... um puto como eu escrevendo sobre nomes fofo, e coisas idiotas do amor....


Porque que quando estamos apaixonados, inventamos apelidos patéticos e constrangedores para nossos parceiros.


Sinceramente deve ter algo que explique racionalmente tanta idiotice.

como : Mozinho/ chuchuco/ trem fofo/ BB/ mamãozinho/ entre muitos outros mais rídiculos ainda.

O que realmente importa nisso tudo, é que parte maldita do cérebro que associa, amor com babaquice? ou, carinho com infantilidade...

As vezes percebo uma necessidade de inventar apelidos, de constranger o companheiro (pq cá entre nós é um constrangimento, vc numa fila de supermercado e álguem grita;

- mozim!!!!!!! esqueceu o papel higiênico; ou, não vai levar aquele gel lubrificante que tanto gosta?

Inventantes de apelidos, histórias, linguagens únicas e morrem de rir com as poses e palhaçadas
um do outro.

Meu namorado mesmo, ele adora ficar fazendo pose de travesti depois que a gente transa...
Tudo bem, eu sei que isso é broxante, mas eu MORRO de rir... O que provavelmente não aconteceria se eu não estivesse apaixonado.

A gente se bate, briga de lutinha, ele corre atrás de mim a casa toda, eu aperto ele, e entre idas e vindas, invenções deliciosas e 100% patéticas, construimos lembranças do que um dia será apenas passado.

Ou as vezes a gente ficar constrangendo um ao outro em lugares públicos (na verdade isso me dá vontade de matar ele) coisas do tipo: - A gente tá numa padaria e ele fala coisas do tipo. - O meu amor, você já tomou os seus coquetéis hoje? você sabe que com essa doença não pode brincar ne? (Detalhe: eu não tenho HIV, é obviu, mas ele fala coisas do gênero, e eu fico roxo, azul, amarelo de vergonha, como eu tenho áries no meu ascendente não deixo pra trás, e dentro do ônibus, ou na fila do banco eu falo coisas do gênero) - Lindo, e a operação decidiu mesmo? você sabe que do jeito que anda o SUS, cada dia fica mais difícil de ser o próximo na fila, é tratamento com pscicólogo, é internação, é a operação em si, ainda mais que vc tem muitos pêlos, nuss; complica mesmo... Ou então... Amor você tem que parar de ficar insistindo, o médico já disse que na sua idade ficar tomando viagra não resolve! Rs!

(Eu sei, é babaquisse, e passo muita raiva; mas é otemoooooooooooooooo ver ele irritado e com vergonha)

Na verdade eu n sei muito bem...

Só sei que esses ai em cima, são eu e meu amor....

Sei que pode ser pior do que tudo que já ouviram, mas é tão lindo quando eu chamo ele de nenêm da turma da mônica de fraudinha andando no voador, e ele me chama de nenêm da turma da mônica de chucalhinho no chiqueirinho...

Eu sei que mais cedo ou mais tarde eu vou ter vontade de morrer, quando lembrar que falava essas coisas, mas por agora, acho simplesmente lindoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo...Rs!


ps: Ele é o cascão pq é meio porquinho sabe! tipo, tem que brigar com ele p tomar banho. heheh e eu sou a magali...bem, nem precisa falar pq neh?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Querido Macho Fucker! A quem interessar possa...


A saga Do Libriano chegou ao fim, nunca dei nomes aos bois nesse blog, mas agora abrirei uma excessão...


A quem interessar possa...


Fui pego de surpresa num emaranhado de mim mesmo; não esperava me apaixonar e respectivamente amar alguém, achei que o pouco de humano que havia em mim, estava inteiramente consumado e congelado ou talvez somente disposto aos meus amigos e à minha fámilia.


E como tudo na vida é um grande circo dos horrores, em que pessoas passam fome, sentadas debaixo de marquizes de MaCdonald's, em que a política se tornou um teatro de atores graduados, em que os Big Brothers se tornaram programas educativos e em que pessoas como eu, e como o Libriano começaram a amar.


É isso mesmo. Amar novamente não era cogitado na minha vida, a busca por prazer imediato e fácil se tornou a minha meta desde dois anos atrás, não no sentido promiscuo de mas no sentido de que seduzir sempre foi meu maior prazer.

Você encanta, trás pra si o amante ideal, se torna o Homem ideal, seduz com sexo, seduz com inteligência, seduz com cama e no fim disso tudo você tem o homem perfeito, moldado segundo seus critérios atrás de uma história real. Infelizmente sempre tive tão preocupado comigo mesmo, que nunca sobrou tempo pra mais ningúem.

Horrivel isso né? Pode ser; mas durante dois anos acreditei ser a minha verdade.

Por isso não me julgo.


A fantástica realidade disso tudo é distorcer um mundo egoísta pessoal e transformaálo para um mundo dual.


"O amor transforma" - já dizia algum apaixonado imbecíl de uma época esquecida qualquer.


Mas hipocrisias a parte, realmente, posso de joelhos confessar que o "Amor" (ou seja lá o que isso signifique) Transformou a mim, e algo sólido que eu sentia.


Eu sei, eu sei, que daqui alguns dias, meses ou anos, eu irei rir disso tudo e voltarei a ter aquele couraça que criei em torno do que sinto, voltarei a brincar com os sentimentos alheios, voltarei a durmir em qualquer cama disponível, e digo mais, voltarei a ser a mesma pessoa incompleta que sempre fui.... Ou azeda (meu gosto favorito). [vale lembra que até o fato de ser amargo, é uma escolha].


Mas o que sei, é que toda essa melodia do "Amor" está tocando nos meus ouvidos, a delícia de ter algúem perto, de carinhos saborosos, de suntuosas armadilhas amorosas, de fantasias e planos, de sexo PROFUNDAMENTE SELVAGEM... e de algúem que se importa realmente com você, e melhor, de algúem pra você se importar realmente.


O que sei é isso.


O nome dele? Lucas. O máximo do que precisam saber.


O meu nome? Por enquanto
Anjo de má reputação completamente apaixonado.


Até quando não sei, o que sei é que rezo pra não voltar a ser só
Anjo de Má reputação.